Executive, 16 de novembro de 2008
Debate sobre Ética e Responsabilidade Sócio-ambiental encerra programação do IV Executive
A 4ª edição do Executive terminou na manhã de domingo, 16 de novembro, com um café da manhã preparado pela organização para os participantes do evento. Em seguida, foi iniciada a mesa redonda sobre a dualidade vantagem competitiva – investimento social, que a postura ética e responsável das empresas implica.
Na discussão, Péricles Medeiros (diretor executivo do Grupo Big Ben), Haldine Marvão ( Assistente Regional Institucional da Caixa Econômica Federal) e a mediadora Fabiana Santos (professora do curso de Secretariado da UEPA) falaram a respeito do ideal que as empresas deveriam buscar e apontaram atitudes que exemplificam essa postura.
Os debatedores abriram a mesa argumentando sobre a prioridade dos grupos empresariais, em relação às ações de responsabilidade social. Para eles, as organizações devem agir primeiramente no ambiente interno: “o marketing social precisa começar dentro da empresa”, afirmou Péricles.
Entretanto, a cultura da sustentabilidade, por exemplo, ainda parece ser insuficiente mesmo entre os clientes externos. Na Região Norte, segundo Haldine Marvão, os índices são menores ainda: “Um movimento de concorrência geraria um aumento de iniciativas como essa por parte do empresariado da nossa região, que ainda possui um baixo índice em relação às outras regiões do Brasil”, afirmou Haldine ao responder um dos questionamento trazidos por Fabiana Santos para a mesa.
As ações e seus resultados
Outro tema apresentado pela mesa foi a questão do retorno que as ações de responsabilidade social precisam dar para a população: “É preciso quantificar os resultados e voltar para mostrá-los à comunidade”, afirmou Péricles Medeiros. Haldine, por sua vez, afirma que “Em geral, não há avaliação de como as ações sociais têm rendido na comunidade. Existe ainda muito o ‘marketing pelo marketing’”.
O que faria a diferença seria a dimensão ética de quem faz a organização empresarial. Segundo Péricles, é preciso que haja coerência entre os nossos valores e as nossas atitudes: “Uma postura sócio-ambiental é saudável para qualquer corporação. Mas o que faz a diferença são os valores pessoais da gente”.
No final do debate, todos falaram da importância de começar a levar mais para o meio acadêmico esse tipo de discussão. E Fabiana Santos convidou todos a fazerem sua parte, no dia-a-dia, no que diz respeito à responsabilidade sócio-ambiental.
Encerramento
Depois da mesa redonda, houve sorteio de brindes da Natura (apoiadora do evento) e de camisas do Executive, feitos com algodão sustentável. Também foi feita uma apresentação da Creche Lar Cordeirinhos de Deus, para onde serão doados os alimentos arrecadados nas inscrições, e exibido um vídeo institucional da Infocus, Empresa Júnior realizadora do evento.
Executive, 15 de novembro de 2008
“Responsabilidade Social… E aí? Quem faz?”
Maria da Graça Fonseca destacou a importância de diferenciar Responsabilidade Social de Ação Social e de filantropia. Por exemplo: enquanto a Ação Social é focada na comunidade e é feita por ações pontuais, a Responsabilidade Social abrange todos os públicos de relacionamento da empresa e é feita por ações planejadas, de longo prazo. Segundo Graça, ser socialmente responsável pressupõe ainda sustentabilidade (sintonia entre o ambiental, o social e o econômico). Daí o caráter essencial da explicação sobre gerenciamento de impacto ambiental e sobre o conhecimento em relação ao tema, feita pela palestrante.
“Criatividade e Sustentabilidade: Reinventando o
cotidiano para o bem comum“
Após falar sobre o tema da oficina e explicar alguns conceitos, como o de criatividade, Maria Fabiana Santos realizou uma dinâmica com os participantes da sua oficina, baseada no brainstorming (tempestade de idéias). A sala de aula foi dividida por equipes, para que no final apresentassem propostas de ações ambientalmente corretas.
Ttodos apresentaram e defenderam suas idéias, que foram desde a distribuição de cartilhas ecológicas informativas, até a coleta de óleos de cozinha para fabricar sabão, a coleta seletiva de lixo, e a economia de energia elétrica nas instituições de ensino (desligar tudo quando não há ninguém nas salas, por exemplo).
Comunicação Organizacional: Foco em produtos de
responsabilidade socioambiental
A diferença entre Marca e logotipo foi um dos assuntos da oficina, ministrada por Adriana Fradique. “a marca é tudo aquilo que apresenta desenho e elementos gráficos, já o logotipo vem acompanhado de letras”, Explicou Adriana. Os participantes da oficina, ainda puderam contar com um exercício de fixação sobre tudo o que foi tratado no curso; Foram divididos dois grupos que deveriam fazer uma sessão de brainstorming para gerar um condensado de produtos de comunicação para uma empresa.
Confira as entrevistas:
**Com Fabiana Santos
- Executive: Que dica você daria para os participantes do evento que querem levar adiante a criatividade ambientalmente consciente, trabalhada na oficina?
- Fabiana: Através de exercícios. Aqui, por exemplo, nós trabalhamos vários exercícios que estimulam a criatividade, como a descoberta de que não há apenas as opções de certo ou errado para seguir, existem outras possibilidades, outras soluções que precisam ser buscadas. Uma forma de alcançar mais possibilidades é usando nosso lado lúdico. Existe uma poesia que fala disso, para você mudar de calçada, pegar outros ônibus, comer comidas diferentes, para você experimentar coisas diferentes, porque é com essas vivências diferentes que você tem novas idéias. É preciso ser mais flexível, mais curioso, mais bem-humorados.
**Com Graça Fonseca
- Executive: O evento está discutindo muito o tema da Responsabilidade Social: o que é, quem faz… Mas de que forma os participantes do Executive (profissionais, estudantes) podem levar para a prática o que foi discutido aqui?
- Graça: A Responsabilidade Social é uma responsabilidade da empresa, que a empresa vai implementar, controlar, estimular. E o papel das pessoas dentro da empresa, para fazer funcionar essa responsabilidade social que a empresa quer que exista, é ter consciência da necessidade, do seu
comprometimento pessoal, e fazer a sua parte. Quem faz a empresa são as pessoas. E mesmo na igreja, no prédio, todos precisam fazer a sua parte enquanto pessoa física também.
Por Élida de Cristo e Jorge Oscar
Marketing Social X Responsabilidade Social
Ana Paula Pontes apresentou em seu mini-curso alguns conceitos, como o de necessidade, o de desejo, de demanda, utilidade, de valor, o de satisfação, e o conceito de marketing que, segundo ela, mais do que divulgar serviço e/ou produto, pressupõe desenvolver o funcionamento interno das organizações empresariais: “É preciso motivar os clientes internos, ou seja, os funcionários”.
A palestrante discutiu ainda as características dos conceitos de Marketing e de responsabilidade Social, que divergem quanto aos seus objetivos, mas que estão presentes no ambiente empresarial.
Responsabilidade Social Empresarial
“Qual o papel das empresas?” Após a exibição do documentário “The Corporation”, Alexandre Gaia lançou essa pergunta para os participantes do seu mini-curso.
Será que esse papel consiste na busca pelo lucro a qualquer custo?
Segundo Alexandre, é necessária a criação de uma consciência e de um “balanço social”, que não se limita aos interesses dos acionistas, mas se adequa às demandas sociais.
A importância da atuação sócio-ambiental
dentro das empresas
De acordo com Géssica Costa, para desenvolver uma atuação engajada nas questões sociais e ambientais, algumas atitudes são essenciais. Uma delas é estabelecer parcerias, como parceria empresa-empresa, empresa-organizações (ONG’s, Igrejas etc.), para alcançar determinados segmentos da população. “O benefício disso é o retorno financeiro, social e ambiental”, afirma Géssica.
Gestão Socio-Ambiental
Eugênia Cabral, abordou no mini-curso que é de fundamental importância que o poder público, Estado, precisa ter na gerência das atividades das empresas.
Segundo ela, faz-se necessário estimular a mudança de comportamento das empresas e, uma eficácia maior na fiscalização dos projetos pode contemplar os dois lados: social e o ambiental.
Executive, 14 de novembro de 2008
Abertura do evento discute o tema da Responsabilidade Social
O que é ser socialmente responsável? Para o 1º palestrante do Executive 2008, Haldine Marvão – Assessor Regional Institucional da Caixa Econômica Federal, agir com consciência social pressupõe, dentre outras coisas, a busca das organizações empresariais pela redução das desigualdades sociais a partir de ações éticas e transparentes, tanto nas relações internas à empresa, como nas relações com cliente, comunidade em geral e com o governo.
A abertura oficial do IV Executive contou com a presença de Verônica Nagata – Vice-reitora da UEPA, Maria Cravo – Diretora do Centro de Ciências Sociais e Educação da UEPA, Antônio José – Coordenador do curso de Secretariado Executivo Trilingüe da UEPA, Maria Fabiana Santos e Marcela Silva – respectivamente docente e discente do Curso de Secretariado da UEPA. Em seguida, Marcelo Correia estudante de Secretariado da instituição, fez uma apresentação da Empresa Júnior do Curso, realizadora do evento: a INFOCUS.
Em seguida, com o tema “As novas fronteiras da responsabilidade social: o olhar sobre o futuro”, Haldine Marvão mostrou para os presentes que o atual contexto sócio-econômico exige das empresas um posicionamento diferenciado em relação às questões sociais. E responsabilidade social não é assistencialismo: ela deve ser vista como uma forma de retornar para a sociedade tudo o que foi investido no trabalho da empresa, através de incentivos do governo e da exploração de recursos naturais, por exemplo.
Como agir?
Em entrevista, o palestrante deu uma dica para os profissionais que querem trabalhar a responsabilidade social, mas esbarram na ausência de uma consciência sócio-ambiental por parte das empresas: “Uma vez provado para o empresariado que é possível agregar desenvolvimento social ao lucro, estimulamos as empresas e desenvolverem essa consciência. Muitas vezes, elas deixam de desenvolver essas ações por falta de conhecimento e por falta de estimativas e indicadores de que eles vão ter retornos econômicos”, afirma Haldine.
Por Élida de Cristo
Antes da palestra…
Por Socorro Paixão, Curso de Letras – UEPA.
Executive - O que você espera do evento?
Socorro – A temática do evento é de grande relevância. Então, o que eu espero é obter informações diferentes do que a gente costuma ouvir no dia-a-dia. Aprofundar o conhecimento no assunto, que é interdisciplinar.
clique aqui e veja a matéria sobre o evento no site da UEPA
Novos valores nas organizações???!!!
O conceito de “Responsabilidade sócio-ambiental” já faz parte do lema de muitas grandes empresas, a exemplo da General Eletric, que segundo a Revista Exame (5º edição deste ano), já transforma sustentabilidade em lucro. Jeff Immelt, presidente mundial da companhia, afirma que a venda de produtos verdes já supera a receita de empresas com a Google ou Avon nos Estados Unidos.
O novo comportamento vêm se difundindo no mundo empresarial, uma vez que mais que um mero conceito, a responsabilidade sócio-ambiental tem se transformado em uma estratégia para essas organizações.
O Wal-Mart, uma das maiores empresas varejistas do mundo, é um exemplo dessa tendência. Quando foi acusada por ambientalistas de poluição e pagamento de baixos salários à seus colaboradores, adotou a estratégia da “sustentabilidade e responsabilidade social” com o objetivo de expandir seu mercado.
Os mini-cursos da Prof. Dra. Eugênia Rosa Cabral, “Gestão Sócio-ambiental” e “Responsabilidade Social empresarial, do Prof. Msc Alexandre Gaia”, poderão amadurecer bons frutos, no que diz respeito aos desafios de uma gestão social e ambientalmente responsáveis.
Não podemos ficar alheios à estas tendências que impactam diretamente em nossas vidas. Participe conosco desta discussão!
Marketing social X Responsabilidade social
Muitos questionamentos são feitos, sobretudo por parte de estudiosos, com relação à validade dessas novas atitudes de grandes empresas. Alguns acreditam que é puro “papo furado” e que as empresas apenas pretendem expandir seus mercados com este “discurso verde” e “politicamente correto”.
Outros acreditam que as organizações realmente adotaram práticas socialmente e ambientalmente responsáveis, mas não por acreditar em um mundo melhor, e sim por haverem percebido que estes conceitos “estão na moda” e geram lucro.
Há ainda os que dizem que ser social e ambientalmente correto será uma questão de sobrevivência, inclusive para as empresas. Fatos como os alarmantes dados do relatório da ONU sobre o clima, podem dar suporte a esta idéia.
E você, o que acha? Venha dar a sua opinião!
Educação empresarial para a sustentabilidade
A contínua evolução de valores empresariais que respeitem o meio ambiente e a sociedade, a começar por seus próprios colaboradores, torna o aprofundamento do tema fundamental, por parte não apenas dos envolvidos no mudo do trabalho, mas de toda a sociedade.
As organizações, antes de imprimirem conceitos como sustentabilidade em seus produtos ou serviços, necessitam em primeiro lugar incorporar esses valores dentro da própria empresa.
Os indivíduos precisam ser educados para tomarem atitudes coerentes com este comportamento, a começar por sua própria rotina.
A oficina da Prof. Maria Fabiana: “Criatividade e Sustentabilidade: reinventando o cotidiano para o bem comum”, pretende elucidar algumas alternativas para colocarmos em prática estes conceitos dentro da organização em que trabalhamos, e por quê não em nossas vidas?!
Você tem idéias sobre o assunto??? Quer sugerir e ouvir opiniões???
Então participe!
Ética e responsabilidade sócio-ambiental???
A realidade se modifica em intervalos de tempo cada vez menores. O mundo do trabalho, como reflexo da sociedade, da economia e da política está em constante e intensa alteração. A necessidade de interação do profissional com os temas mais debatidos na atualidade é de fundamental importância.
Polivalência, pró-atividade, domínio tecnológico, bons relacionamentos são algumas das características exigidas do profissional do século XXI. A diferença entre candidatos a uma boa vaga de emprego é cada vez menor, o que torna imprescindível uma boa formação intelectual e prática.
Nesse cenário, valores como a ética, a responsabilidade social e ambiental vêm se difundindo rapidamente. Mais do que conceitos e discursos, essas práticas vêm se impondo às diversas organizações e profissionais, sendo uma necessidade de sobrevivência.
Você concorda, discorda????
Então venha discutir sobre esse instigante tema no IV EXECUTIVE, propondo idéias, soluções e práticas profissionais éticas e responsáveis, ajudando a construir um evento que promete gerar muitos debates e conhecimentos.
Faça o seu diferencial competitivo: seja um profissional ético, social e ambientalmente responsável!
Texto: Renata Trindade










